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Uma peregrinação picaresca

«Obra maior da literatura portuguesa menor.»

Foi assim que o escritor, professor universitário e investigador João Palma-Ferreira (1931-1989) qualificou O Piolho Viajante quando há cinquenta anos resgatou ao esquecimento, que durava há mais de um século, este «retábulo terrível de verdades que a história oficiosa escondeu, ou que a literatura culta nunca se atreveu a divulgar com o mesmo desplante com que o fez Policarpo da Silva». 

Narrando a peregrinação picaresca de um piolho por 72 cabeças (cada uma delas com direito a um capítulo e à respectiva e muito satírica «carapuça»), a história – publicada anonimamente em folhetos posteriormente coligidos – foi uma das mais lidas em Portugal (e também no Brasil) na primeira metade do século XIX. Entretanto esquecida, foi recuperada em 1973 por João Palma-Ferreira que, no âmbito de um trabalho de investigação académica, fixou , actualizou ortograficamente e anotou com erudição e minúcia o texto – depois objecto de uma publicação, graficamente luxuosa, pela histórica Editorial Estúdios Cor.

Transcorrido exactamente meio século, O Piolho Viajante regressa nesta semana às livrarias, e agora com a chancela da editora Palimpsesto. A nossa edição recupera o trabalho feito por João Palma-Ferreira (edição textual, actualização ortográfica, prefácio, glossário e notas) e acrescenta-lhe um posfácio sobre a história extraordinária e rocambolesca da génese e da fortuna editorial deste livro único.


Capa do livro O Piolho Viajante.

 



















 


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