Salomó Dori.

Salomó Dori é um pseudónimo colectivo de cinco escritores que partilham, entre outras, a qualidade de terem nascido na cidade de Alcoi, província de Alicante, no País Valenciano (Espanha). São eles: Jordi Botella, Gustavo Cardenal, Pep Jordà, Ximo Llorens e Manel Rodriguez-Castelló. Salomó Dori é, até ao momento, autor de um único livro, A vida sexual de Fernando Pessoa publicado originalmente em 1994 (Edicions Bromera) e vencedor do XLII Premi València de Literatura.

Jordi Botella nasceu em 1958, formou-se em Filologia Hispânica e é professor do ensino secundário. Foi director do Centro Cultural de Alcoi e  colabora regularmente na imprensa. Também autor de canções de música rock, estreou-se em 1978 com a publicação de um livro de poesia em castelhano, Archipiélago. Em catalão, publicou os livros de poemas Bolero (1983), Cobles Vallesanes (1985), Disciplina (1990) e La nit transfigurada (2004); os volumes de ficção La Sagrada Familia (1997), Carta als Reis (1998), Estació terminal (2000) e La caixa negra (2002); e os livros de ensaios El temps d’un poble (1986) e El sainet fester (1995). Diz Botella que o seu único propósito é escrever sob o latejo do acaso e da necessidade.

Gustavo Cardenal considera-se um autor inédito (se exceptuarmos a sua colaboração no livro de Salomó Dori e as suas obras sobre gastronomia): A minha relação com a literatura é de puro amor. Talvez por isso a exerça na cozinha de minha casa e quase a não tire de lá. Publicar não é muito importante. Escrever, sim.

Pep Jordà nasceu em 1961. Publicou os títulos de ficção Una petita história (1992), D’alguna manera (2003), Libèl-lules roges (2008) e a banda desenhada Missió a Mart (2007). Escreveu também peças de teatro e tem extensa oolaboração em jornais,  revistas, rádio e televisão, sendo autor de vários guiões  e argumentos para séries e filmes.

Ximo Llorens é jornalista há mais de trinta anos. É, sobretudo, contista e autor teatral, tendo mais de uma dúzia de peças estreadas ou publicadas. É também autor de livros de viagens e de gastronomia (estes em colaboração com Gustavo Cardenal). Foi a seu tempo um alimento crucial na minha vida de escritor, isto é, na minha vida mesma, eis como Llorens se refere à obra de Fernando Pessoa.

Manel Rodríguez-Castelló nasceu em 1958, formou-se em Filologia Hispânica e é professor de catalão no ensino secundário. Como poeta, publicou os seguintes livros: La ciutat del tràngol (1979), Esbós d’un cos (1983), De foc i danses (1987), L’acròbata dels ponts (1989), Matéria primera (1993), Erosions (1994), Ambaixada de Benialí (edição do autor, com ilustrações de Mavi Mezquita, 2000), Música del sentit (tria personal 1978-1999) (2002), Humus (2003) e Lletra per a un àlbum (2005). É  assíduo cronista e crítico literário. Publicou, em prosa, Els dies contats (2002) e La pedra i el marge (2007). Membro da Secção Catalã do Pen Club Internacional, participou na montagem de diversos espectáculos poéticos, entre os quais La set de ser d’Alvaro de Campos, em 1988, Els poetes de l’Ovidi, em 1999, e A tres veus, em 2007.