Fialho de Almeida.

1857 – José Valentim Fialho de Almeida nasce no dia 7 de Maio, em Vila de Frades, concelho da Vidigueira.

1861 – Nascimento da irmã, Maria de Jesus.

1866 – Vai estudar para Lisboa, como aluno interno do Colégio Europeu, ao Conde Barão.

1871 – Abandona o colégio, por dificuldades financeiras. Começa a trabalhar numa farmácia do Largo do Mitelo, em Lisboa.

1874 – Faz a sua estreia literária a 22 de Novembro, no jornal Correspondência de Leiria.

1875 – Frequenta o Liceu Francês de Lisboa e inscreve-se na Escola Politécnica.

1876 – Regressa temporariamente a Vila de Frades, na sequência da morte de seu pai. Relaciona-se com Manuel Teixeira-Gomes.

1877 – Escreve “O funâmbulo de mármore”, o primeiro dos textos que irão integrar, em 1881, o volume Contos.

1879 – Matricula-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa.

1880 – Morte da irmã.

1881 – Publica Contos, o seu livro de estreia, com uma dedicatória a Camilo Castelo Branco.

1882 – Publica A Cidade do Vício.

1885 – Conclui a licenciatura em Medicina, mas nunca (ou muito raramente) exercerá. Visita o Buçaco, na companhia de Manuel da Silva Gaio.

1886 – Torna-se director literário do jornal O Interesse Público.

1887 – Trava conhecimento com Eugénio de Castro.

1888 – Secretário de redacção de O Repórter, dirigido por Oliveira Martins. Torna-se amigo de Guerra Junqueiro.

1889 – Inicia a publicação (primeiro semanal, depois mensal, mantendo-se até 1894) de Os Gatos: 57 opúsculos de “inquérito à vida portuguesa”, posteriormente reunidos em seis volumes.

1890 – Ultimato inglês, a 11 de Janeiro. Fialho, que passa por ser um republicano radical, convive, às mesas do café Martinho do Rossio, com João Chagas, Brito Camacho, Gualdino Gomes,  Heliodoro Salgado e outros republicanos, e escreve no jornal satírico Pontos nos ii, de Rafael Bordalo Pinheiro. Publica Pasquinadas (primeiro volume da série Jornal dum Vagabundo) e Lisboa Galante (Episódios e Aspectos da Cidade).

1891 – Revolução republicana no Porto, a 31 de Janeiro. Fialho escreve o seu único texto teatral, Trinca-Fortes na Parvónia, paródia em um acto e seis cenas, publicada postumamente no volume Actores e Autores.

1892 – Publica Vida Irónica (segundo volume de Jornal dum Vagabundo).

1893 – Casa, a 23 de Novembro, com Emília Augusta Garcia Pego, abastada proprietária rural de 32 anos, natural de Cuba (Alentejo), onde Fialho passa a viver. Publica novo volume de contos: O País das Uvas.

1894 – Emília Augusta morre, a 21 de Setembro, vítima de tuberculose.

1896 – Publica Madona do Campo Santo.

1900 – Publica À Esquina (terceiro volume do Jornal dum Vagabundo).

1901 – Faz a sua primeira viagem a Espanha.

1902 – Morte da mãe, a 15 de Janeiro.

1903 – Segunda viagem a Espanha.

1904 – Publica (em colaboração com Abúndio Gomes, pseudónimo de  Henrique Vasconcelos, e Manuel Penteado) Livro Proibido (Profecias, Farsas & Sandices).

1905 – Viagem à Galiza, de que resultará o livro póstumo Cadernos de Viagem.

1907 – Viaja pelo Norte de Portugal e por Espanha.

1908 – Nova tentativa, falhada, de revolução republicana, a 28 de Janeiro, em Lisboa. O rei D. Carlos é assassinado no Terreiro do Paço, a 1 de Fevereiro. Fialho critica o regicídio.

1910 – Viaja por Espanha, França, Suíça, Alemanha, Bélgica e Holanda. Instauração da república a 5 de Outubro. Cepticismo de Fialho, que acaba hostilizado pelo novo regime.

1911 – A 1 de Março, em Cuba, Alentejo, redige o seu testamento. Morre a 4 de Março.